segunda-feira, 22 de junho de 2009

AS TRÊS PENEIRAS



Conta -se que, certa vez, um amigo procurou Sócrates, o célebre filósofo grego, desejando lhe contar algo sobre a vida de outro amigo comum.
- Quero contar-lhe algo sobre nosso amigo Andréas, que vai deixar-te boqueaberto.
- Espera, interrompeu o filósofo. Passaste o que vais dizer pelas três peneiras ?
- Três peneiras ? Espantou-se o interlocutor.
- Primeira peneira: a coisa que me contarás é verdade ?
- Eu assim creio, pois me foi contada por alguém de confiança diz o amigo.
- Bem algué te disse … Vejamos a Segunda peneira: a coisa que pretendes contar-me é boa ?
O outro hesitou, resfolegou e respondeu:
- Não exatamente …
Sócrates continuou sua inquisição:
- Isso começa a me escrarecer: verificamos a terceira peneira, que é a prova final; o que tinhas intenção de contar-me é de utilidade tanto para mim como para nosso amigo Andréas e para ti mesmo?
- Não, não é.
- então caro amigo, disse Sócrates, a coisa que pretendias contar-me não é certamente verdadeira, nem boa, nem útil. Assim sendo, não tenho intenção de conhecê-lá e aconselho a não mais veiculá-la.
A cada dia nós somos alvos de pessoas com grande desejo de contar-nos coisas a respeito dos outros.
Devemos procurar fazer o teste das três peneiras gregas:
- É verdade ?
- É bom ?
- É util ?
Verifique se o assunto vai edificar alguma coisa verdadeira, útil, e boa.
Caso negativo, devemos simplesmente evitar que sejamos partes integrantes das fofocas, bibilhotices, mexericos de pessoas ávidas de “novidades” sobre a vida alheia.